QUEM PLANTA ÓDIO, COLHE ÓDIO E PREGANDO A VIOLÊNCIA, AUMENTA A VIOLÊNCIA

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Vivemos tempos estranhos e sombrios, pelo mundo afora a violência e o ódio crescem a cada dia.

Na África guerra entre tribos e colonialismo capitalista explorando as riquezas locais. No Oriente Médio etnias brigam pelo poder, milícias paramilitares fazem terrorismo e incitam mais violência. Tudo indica que a CIA norte americana e a inteligência  dos países ricos e a indústria armamentista foram os que deram guarida e prepararam tecnicamente estes grupos terroristas.

Tudo isso ocorrendo em nome do poder e da ganância. Milhões são mortos inocentemente e milhares procuram refúgio em países da Europa e pelo mundo afora.

Ora é disputa pelo controle do petróleo ou a disputa pelo organização mundial do comércio. E, estrategicamente os poderosos querem mais minerais para garantir seu futuro de dominação. Tudo isso acontecendo e o controle da população mundial é cada vez maior de forma virtual e via satélite: vivemos a era da terceira revolução industrial-tecnológica, a era da internet, da robótica e da nanotecnologia.

Escrevo este artigo pensando no recente acontecimento do adolescente que disparou tiros contra colegas de sala de aula, em Goiânia, cuidando deixando a vida de dois adolescentes.

Parece mais um caso de violência, mas não é tão simples pensar assim. A imprensa sensacionalista com seus programas polialescos de terror utiliza-se desses fatos para fazer ampla propaganda sobre a violência no país. Diariamente ao ligar tv, escutar rádios ou ler jornais é a mesma pauta, a mesma narrativa: violência,  ódio, morte de inocentes,  estupro, racismo etc.  Ao ponto que a população pobre do Brasil,  em particular,  a da região nordeste é, segunda pesquisa, a mais propensa a violência e que os ricos e a classe média rejeitam ampliação de direitos civis e humanos para as minorias.

Então uma pergunta bem à tona: a quem interessa tanta violência e tanto ódio?

Na minha avaliação a burguesia nacional, através de suas estruturas, promove de forma planejada toda essa campanha que se aprofundou muito desde 2003 quando iniciou o governo do PT, de Lula.  Os poderosos tentam a todo custo controlar a opinião das massas mais pobres, é o famoso estouro da boiada.

As mensagens exibidas nas redes sociais e embutidas nas narrativas ideológicas pregam que bandido bom é bandido morto, ou ainda que é preciso um salvador da pátria para destruir os resquícios de democracia e restaurar a ditadura militar no país. As consequências dessas publicidades maléficas são as pérolas que escutamos pelas ruas: “todos tem que se armarem”. Policiais matam bandidos e inocentes, bandidos matam inocentes e policiais. As estatísticas chegam a mais de 60 mil mortos pela violência todo ano.  As vítimas são em maioria  jovens negros, mulheres e outros desamparados.

Se foi possível durante treze anos diminuir a violência e sonhar com a paz e felicidade, incluindo milhões de pessoas na socioeconomia,  gerando milhões de empregos, é possível continuar o sonho, não permitindo que a luxúria e a ganância dos poderosos continuem destruindo nossas crenças e nossos valores. É  preciso, para isso, derrotar essa casta de privilegiados e nos libertarmos de vez da cultura colonialista e da dominação escravocrata.

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Ex-deputado estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado do Pará. Pretende opinar sobre conjuntura política, econômica, meio ambiente e outros acontecimentos. Sempre com uma visão crítica.

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