Perdemos uma Estrela

No bojo das eleições de 2018, articulam-se as esquerdas do Pará indo numa direção de centro; o PT, por sua vez, caminhando à direita estabelecendo um fosso ainda maior nas relações internas.

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Por maior que sejam as campanhas difamatórias e as perseguições contra o PT e nossas lideranças, mesmo assim n ossos maiores erros estão dentro do próprio partido, pois o formato de convivência democrática repetem velhos dogmas da outrora luta socialista.

Temos dificuldades de conviver harmoniosamente a construção da unidade na adversidade, velhos esquemas das tendências internas e o poder oligárquico dos gabinetes parlamentares e de outros cargos eletivos vêm por muito tempo maculando princípios basilares do nosso partido: nosso maior valor estava na unidade, mas as divergências internas pela disputas do poder foram consolidando esse jeito atual da organização partidária – menos solidariedade e menos companheirismo.

É desta forma que estou acompanhando as notícias da saída de Ana Júlia Carepa do PT.

Na ausência dos laços de companheirismo e sem espaços apropriados para respirar política essa estrela faz opção de continuar na esquerda, migrando para o PC do B, partido que a acolhe fazendo muito alarde com sabedoria.

Por aqui ficamos nós,  talvez teimosos ou teimando em bater na mesma tecla.

Nesse cenário, seria muito bom que o PT do Pará fizesse um processo de crítica e autocrítica e voltasse a aprender com  nossa própria história. Ao que parece não é muito simples ter humildade revolucionária para tal feito e, enquanto isso, vamos perdendo outros companheiros.

No bojo das eleições de 2018, articulam-se as esquerdas do Pará indo numa direção de centro; o PT, por sua vez, caminhando à direita estabelecendo um fosso ainda maior nas relações internas.

Muita força, companheira Ana Júlia,  nos encontraremos nas lutas históricas .

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