CONTRA VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL, EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS

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O notório caso de violência que resultou no assassinato do policial da ROTAM, transformou-se em uma verdadeira chacina que no mínimo têm mais de três explicações sobre o quantitativo real, esta onda de violência que matou dezenas de pessoas em alguns bairros de Belém.

Uns afirmam que foram 25 assassinatos (RBA), para o jornalista Lúcio Flavio Pinto foram 39 e nos comentários da população de Belém, fala-se em 82 mortes. Com certeza já pode ser considerada uma das maiores chacina desta parte do Brasil.

Quem são os responsáveis por tamanha violência? Nas prisões do Amazonas, de Natal, São Paulo, Rio de Janeiro ou até mesmo no Maranhão, prisioneiros – comandados por facções criminosas – promovem verdadeiros massacres assassinando outros presos; diariamente nas ruas das cidades brasileiras acontecem centenas e até milhares de assassinatos, roubos, mortes no trânsito, ou seja, violência de todos os tipos e gêneros. Mata-se muito mais no Brasil no cotidiano da vida do que em qualquer outra parte do mundo, de que qualquer outra guerra mundo afora.

O sociólogo e professor português, Boaventura de Souza, explica que os países imperialistas, comandados pelos EUA, cometem uma verdadeira barbárie matando milhares de pessoas no Oriente Médio em nome dos direitos humanos.

O professor explica que esta versão, com forte aparato de logística na narrativa da imprensa internacional, justifica uma explicação que confunde a maior parte da população: eles denunciam armas químicas daqueles países, envia os exércitos da ONU, massacram as populações usando armas químicas e biológicas, não descobrem nenhum indício nem no Iraque, nem na Líbia, nem no Irã, e nunca a grande imprensa mostra a realidade terrível da matança realizada pelos exércitos da ONU numa demonstração da força maléfica onde os direitos humanos do imperialismo selvagem destroça a cada minuto os direitos humanos dos povos mais pobres e subdesenvolvidos.

Podemos refletir que esta violência que se espalha pelo mundo afora é de responsabilidade do sistema de dominação econômica, das reformas que o capitalismo vem sofrendo nos últimos anos, da acumulação das riquezas nas mãos de poucos e na própria revolução tecnológica pela qual o mundo vem passando: para controlar o crescimento demográfico, o desenvolvimento dos países e a distribuição da renda e da riqueza, os países ricos usam de toda sua força e poder para aumentar a violência no mundo. Portanto a violência vista por esse ângulo é de responsabilidade institucional, política e os culpados são os donos do poder econômico.

Entenda-se que o que está ocorrendo em Belém é consequência desse modelo de Estado governado por elites controladas pelas burguesias locais.

Não adianta o Secretário de Segurança do Estado do Pará jogar a culpa momentânea sobre um setor da polícia; não adianta radialistas irresponsáveis e corruptos fazerem a defesa de policiais corruptos ou de milícias privadas; não adianta esse “empurra, empurra” de acusações e responsabilidades não assumidas pelos verdadeiros culpados, neste caso particular, o Estado e sua direção hegemônica devem ser responsabilizados como culpados por tanta violência.

Faço esta reflexão movido pela solidariedade, na defesa das lideranças políticas que tem defendido que a paz e a justiça sejam feitas no Pará.

O Deputado estadual, Carlos Bordalo (PT), e o dirigente político, Paulino Fontelles (PC do B), pessoas que lutam incansavelmente contra todas as injustiças e a favor dos direitos das populações mais pobres e das minorias, não devem ser acossados e perseguidos por conta de sua coragem e lealdade de princípios. Estas lideranças em nenhum momento acusaram a Rotam como responsável pelos assassinatos ocorridos.

O denuncismo irresponsável de alguns radialistas e de setores da imprensa local tem como único objetivo ocultar o debate para descobrir os verdadeiros culpados. Estas pessoas tem uma prática fascista que protege bandidos e milicianos, acusando inocentes para que sejam perseguidos e ameaçados de morte.

Convoco a todos e todas, apaixonados pela Paz, pela Justiça e pela Democracia a unirem-se na defesa do Deputado Bordalo e de Paulinho Fonteles.

Não podemos permitir que a violência dos poderosos destrua a esperança e a luta daqueles que dedicam sua vida na defesa de uma sociedade com liberdade, paz e amor entre as pessoas.

Não podemos calar!!!

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